O gênero drama adolescente ainda tem muito a oferecer. “Estilhaços”, no Disney+, e “Sterling Point”, no Prime Video, são os dois sucessos mais recentes de que todo mundo está falando, graças à deliciosa mistura de amizades, primeiros sentimentos amorosos e segredos bem guardados.
Movida pelo sabor da nostalgia, a redação do The Hollywood Reporter mergulhou nos arquivos da televisão para elaborar um ranking das 15 séries adolescentes mais marcantes da história da TV.
A lista começa com “Glee”, a cultuada série musical de Ryan Murphy que, apesar de sua inconstância ao longo das temporadas, conseguiu causar “um impacto único” ao “combinar o poder da música pop com a exaltação da adolescência”.
A emoção daquela primeira versão de “Don't Stop Believin” feita pelo nosso coral favorito? “Simplesmente transcendente”.
Praticamente todas as décadas estão bem representadas nessa seleção, uma prova de que os anos da juventude — período em que construímos nossa própria identidade e, muitas vezes, nossas melhores lembranças — continuam sendo uma fonte inesgotável de inspiração.
E isso desde “Never Too Young”, o primeiro teen drama exibido pelo canal americano ABC, em 1965!
O que todas essas séries têm em comum? A passagem para a vida adulta, também chamada de coming-of-age.
Seja acompanhando jovens jogadores de basquete em “Swagger” (13º lugar), do Apple TV, skatistas em “Betty” (11º), da HBO, ou o cotidiano luxuoso de estudantes ricos do ensino médio em “Barrados no Baile” (10º), disponível na Netflix, todas essas produções exploram a descoberta do mundo real, o aprendizado sobre a amizade e o significado da palavra comunidade — com um tom mais ou menos melodramático ou cômico.
Algumas séries conseguem até mesmo transitar por esses diferentes gêneros com maestria. É o caso de “Skins”, série britânica tão insolente quanto pertinente que ocupa o 12º lugar do ranking. Ao longo de sete temporadas e 63 episódios, acredite: você vai passar do riso às lágrimas.
Algumas obras que marcaram toda uma geração aparecem na lista graças à aura e à popularidade que conquistaram durante o período em que foram exibidas.
Já citamos “Barrados no Baile”, mas também estão no ranking “Veronica Mars” (9º lugar) — primeiro grande papel de destaque de Kristen Bell, como uma estudante do ensino médio que ninguém supera quando o assunto é ironia — e “The O.C”, exibida no Brasil com o subtítulo “Um Estranho no Paraíso”.
“O que realmente diferenciava a série era seu humor afiado e autodepreciativo. (...) O criador Josh Schwartz não inventou o subgênero das novelas de horário nobre que retratam jovens ricos e fotogênicos na Califórnia. Mas praticamente o elevou à perfeição com essa série deliciosamente exagerada, de um humor refrescante e totalmente viciante”, observa a THR sobre "The O.C.".
Entre todos esse nomes, é claro que é impossível não citar também “Buffy, a Caça-Vampiros”!
A cultuada série estrelada por Sarah Michelle Gellar ocupa o 4º lugar da lista, e não é difícil entender o motivo. Na produção de Joss Whedon, o fantástico funciona como uma metáfora para as angústias de seus jovens protagonistas:
“A série soube usar vampiros, lobisomens, bruxas e todo tipo de criatura ao mesmo tempo assustadora e cômica para explorar os aspectos mais naturais, até mesmo os mais banais, da juventude e da adolescência. Buffy revolucionou o gênero do drama adolescente (...) e redefiniu a linguagem televisiva.”
Ainda assim, “Buffy” ficou a um passo do pódio. Diante de seu trio de primeiros colocados, a conclusão da revista é clara: qualidade não garante longevidade. Duas das três séries que subiram ao pódio têm menos de 20 episódios!
Estrelada por Claire Danes, “My So-Called Life” (3º lugar) marcou sua época em apenas 19 episódios. A série de 1994, de uma “sinceridade arrebatadora”, revela-se ao mesmo tempo “crua, triste, perturbadora e, felizmente, muito engraçada”.
Poucas produções haviam abordado, até então, temas como alcoolismo, drogas, homofobia e violência escolar de maneira tão direta.
À frente dela no ranking está “Friday Night Lights” (atualmente disponível no Prime Video), drama realista sobre a classe média americana centrado no time de futebol americano do colégio local. Ao longo de suas cinco temporadas, a série revelou, entre outros talentos, Michael B. Jordan.
No topo da lista está “Freaks and Geeks”, que teve apenas uma temporada, com 18 episódios.
Criada por Paul Feig (“A Empregada”) e produzida por Judd Apatow, a série conseguiu a façanha de ser “mais engraçada do que qualquer outra série adolescente já produzida, ao mesmo tempo em que é mais profundamente tocante e autêntica”.
O THR elogia tanto seu roteiro, “de qualidade excepcional”, quanto seu elenco de “heróis às vezes constrangedores e vilões cativantes”, que se tornariam as estrelas da comédia do futuro: Seth Rogen, James Franco, Jason Segel, Busy Philipps, Martin Starr... Um elenco cinco estrelas, não há como negar!
Confira abaixo a lista completa.
- Freaks and Geeks (1999-2000)
- Friday Night Lights (2006-2011)
- My So-Called Life (1994-1995)
- Buffy, a Caça-Vampiros (1997-2003)
- America to Me (2018)
- The O.C.: Um Estranho no Paraíso (2003-2007)
- High School (2022)
- O Clube das Babás (2020-2021)
- Veronica Mars (2004-2007)
- Barrados no Baile (1990-2000)
- Betty (2020-2021)
- Skins (2007-2013)
- Swagger (2021-2023)
- Bunheads (2012-2013)
- Glee (2009-2015)